27/06/2008

Precisamos de Santos…

21 Junho 2008
Se nos interrogarmos “O que devemos fazer na Igreja, principalmente nós, os jovens?” temos que aprender a conhecer a Cristo. Constantemente. Aprender de Cristo. N’Ele encontram-se verdadeiramente os tesouros insondáveis da sabedoria e da ciência. Nele, o homem, sobre quem pesa suas limitações, seus vícios, suas fraquezas e seus pecados, converte-se realmente no “homem novo”, converte-se no homem “para os demais” e converte-se também na glória de Deus, porque a glória de Deus, como disse São Irineu de Lyon, é o “homem vivente”. A experiência de dois milénios ensina-nos que, nesta obra fundamental, a missão de todo o Povo de Deus não existe nenhuma diferença essencial entre o homem e a mulher. Cada um em seu género segundo as características especificas da feminilidade e da masculinidade, chega a ser esse “homem novo”, quer dizer, esse homem “para os demais” e, como homem vivente , chega a fazer a glória de Deus, no sentido hierárquico, está dirigida pelos sucessores dos apóstolos, e, portanto, pelos homens, é ainda mais verdade que, no sentido carismático, as mulheres a “conduzem” igualmente, e inclusive melhor ainda: convido-vos a pensar frequentemente em Maria Mãe de Cristo, que com seu amor nos deu seu amado Filho até à sua morte, ressurreição e vida eterna.
Jesus revelou-nos a nossa unidade com Ele e o Pai, com a Santa Igreja, Seus seguidores e mentores da doutrina entre os homens. No mundo contemporâneo tivemos uma mensagem de João Paulo II aos jovens que nos afirma “Precisamos de Santos”…
Sejamos esses Santos, esforcemo-nos nesse sentido, tendo como orientação o que nos deixou escrito।

"Precisamos de Santos sem véu ou batina।
Precisamos de Santos de calças de ganga e ténis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem musica e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se “esfalfem” na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo, todo o dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, que se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca Cola e comam hot-dog’s, que sejam internautas, que ouçam Mp3.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer uma piza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos।"

Peço-vos que reforceis vossa união com os jovens de toda a igreja e de todo o mundo, no Espírito desta certeza de que Cristo é o nosso caminho, a verdade e a vida.
Unamo-nos agora na oração que ele mesmo nos ensinou, cantando o “Pai Nosso”…
QM

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Maria nossa Mãe e guia

Maria nossa Mãe e guia

A aliança com Maria Santíssima forja a nossa personalidade

A autoformação mariana nunca é o esforço de um individuo solitário que luta angustiadamente para afirmar a sua personalidade e aperfeiçoar-se a si mesmo. O único esforço que leva à plenitude do nosso ego é o realizado no amor, pois a personalidade conquista-se à medida que amamos: a medida da nossa grandeza é a medida do nosso amor.
O amor a Maria tira-nos do nosso pequeno eu, ensina-nos a dar e a receber amor e com ele vencer em nós tanto a tendência para o enclausuramento individualista como a tendência para nos deixarmos arrastar pela corrente massificante que reina hoje em dia.
«A consagração (a Maria) contém, compreendamo-lo bem- afirma o P. Kentenich - uma espécie de fusão de personalidades. Vence a despersonalização que tem a sua raiz na massificação. Entrelaça de modo mais íntimo e pessoal, pelo amor, uma pessoa com outra, com a vantagem consequente para ambas.Certamente trata-se aqui de mistérios incompreensíveis do amor, que, para a grande maioria dos nossos contemporâneos, são um livro com sete selos. O homem massificado, em todas as formas que este se apresenta, é demasiadamente cómodo para amar verdadeiramente. falta-lhe também a profundidade, o calor e a fidelidade necessária para ele. Não se dá ao trabalho de conquistar e quer receber, não gosta de se sentir ligado ao tu nem cultivar pacientemente um amor. Esse não suporta o seu activismo. Só quer gozar, gozar, gozar. Falta-lhe o ponto de comparação para se dar conta do que significa perder o núcleo da sua personalidade ao ser arrastado pelo colectivismo massificado, e o que significa, por outro lado, a redenção da personalidade através de um autêntico e verdadeiro amor pessoal. Este amor tem a sua máxima expressão numa misteriosa unidade de vida e fusão de corações. Oferece uma maravilhosa transmissão de vida, enriquece o tu. Se for recebido correctamente, fortalece o núcleo da própria personalidade de uma tal forma que normalmente seria impossivel tê-lo por outro caminho.
Maria exerce uma imcomparável atração de amor sobre os nossos corações; Ela é capaz de nos ganhar nas raízes mais fundas do nosso ser. O amor a Ela tira-nos do egocentrismo, deste estar constantemente centrado no nosso próprio eu, e , muitas vezes, inclusivamente, nas nossas próprias misérias; tira-nos do anonimato da massa, pois quem ama e se sabe amado possui a alegria de ser e reconcilia-se consigo mesmo ao saber-se aceite e valorizado pessoalmente.
Animados pelo amor a Maria será dificil que caiamos no formalismo. Diante de Maria somos e podemos dar-nos como crianças. Diante Dela não necessitamos de uma carta de apresentação, nem de estarmos vestidos com etiqueta. Ela sabe como somos e ama-nos, não primariamente pelo que fazemos, mas simplesmente porque somos seus filhos.
O amor a Maria leva-nos igualmente a sair do passivismo e da pusilanimidade. Quem está em aliança com Maria não pode desdizer com suas palavras, atitudes ou acções, a sua qualidade de filho: «Nobreza obriga». O amor a Ela impele-nos ao heroísmo. Quem selou uma aliança com Maria, sabe que conta com o seu poder e graça, e assim nunca desfalecará na luta; com audácia, atrever-se-á a empreender novas conquistas. Estará constantemente necessitado de uma realização mais plena do ideal e se sentirá impelido a mudar tudo aquilo que não leve o selo mariano, tanto em si mesmo como na sociedade.
A aliança com a Santissima Virgem dá tambem a harmonia entre natureza e graça.Com Maria venceremos o naturalismo, pois através Dela estamos sempre em constante contacto com o mundo sobrenatural.Vencemos também o perigo de menosprezar a própria actividade, pois ela mostra-nos que Deus pede a nossa cooperação até à última, que Ele não quer redimir-nos sem nós, sem o nosso pleno e a nossa decidida cooperação, tal como lhe pediu a Ela.