25/01/2009

A caminho do Jubileu

A caminho do jubileu de Schoenstatt em Portugal, como família de Schoenstatt da Diocese do Porto, acolhemos as bênçãos e a nova vida que está a surgir. Prova disto foi o dia 18 de Janeiro junto do Santuário da Rainha da Família com o encontro para as Apóstolas de Maria, a Corrente de Aliança e o encontro para casais com a motivação: Pontes entre nós. Este dia foi coroado com a celebração da Eucaristia e a renovação da Aliança de Amor na qual participaram muitas pessoas, ficando o nosso salão completamente lotado.
Mãe, gratidão por tua fidelidade a nós! Gratidão pelos instrumentos que escolhestes e que formaste na Aliança de Amor. Gratidão sem fim!

11/01/2009

Semana da Festa da Epifania e Batismo do Senhor


A Festa da apresentação de Cristo no Templo tem recebido diferentes nomes. Por vezes é chamada de Purificação da Bem Aventurada Virgem Maria, quarenta dias após o Natal. É também lembrada como a Celebração das Velas porque velas são usadas na liturgia para simbolizar a luz que ilumina aos gentios. É ainda conhecida como o “Encontro” (Hypapante) na Igreja Ortodoxa porque recorda Simeão, representando o antigo povo fiel, em seu encontro com o Salvador há tanto tempo esperado.Trabalhos da arte cristã que podem ser facilmente despercebidos estão em relevos, usualmente em painéis de portas de catedrais ou paróquias, em metal ou madeira. Muitos deles se propõem a apresentar a história cristã em detalhes e são de particular beleza. Este painel do século XIII da Catedral de Pisa, mostra Ana com as mãos levantadas, dando graças por detrás de Simeão. Maria apresenta Jesus, enquanto José segue, em segundo plano, com os dons oferecidos. A inscrição diz – Simeão recebe o menino”


D. Richard Harries, The Nativity of Christ, Devotional reflections on the Christmas story in art. The Bible Reading Fellowship, a Lion Book, 1995

Maria nossa Mãe e guia

Maria nossa Mãe e guia

A aliança com Maria Santíssima forja a nossa personalidade

A autoformação mariana nunca é o esforço de um individuo solitário que luta angustiadamente para afirmar a sua personalidade e aperfeiçoar-se a si mesmo. O único esforço que leva à plenitude do nosso ego é o realizado no amor, pois a personalidade conquista-se à medida que amamos: a medida da nossa grandeza é a medida do nosso amor.
O amor a Maria tira-nos do nosso pequeno eu, ensina-nos a dar e a receber amor e com ele vencer em nós tanto a tendência para o enclausuramento individualista como a tendência para nos deixarmos arrastar pela corrente massificante que reina hoje em dia.
«A consagração (a Maria) contém, compreendamo-lo bem- afirma o P. Kentenich - uma espécie de fusão de personalidades. Vence a despersonalização que tem a sua raiz na massificação. Entrelaça de modo mais íntimo e pessoal, pelo amor, uma pessoa com outra, com a vantagem consequente para ambas.Certamente trata-se aqui de mistérios incompreensíveis do amor, que, para a grande maioria dos nossos contemporâneos, são um livro com sete selos. O homem massificado, em todas as formas que este se apresenta, é demasiadamente cómodo para amar verdadeiramente. falta-lhe também a profundidade, o calor e a fidelidade necessária para ele. Não se dá ao trabalho de conquistar e quer receber, não gosta de se sentir ligado ao tu nem cultivar pacientemente um amor. Esse não suporta o seu activismo. Só quer gozar, gozar, gozar. Falta-lhe o ponto de comparação para se dar conta do que significa perder o núcleo da sua personalidade ao ser arrastado pelo colectivismo massificado, e o que significa, por outro lado, a redenção da personalidade através de um autêntico e verdadeiro amor pessoal. Este amor tem a sua máxima expressão numa misteriosa unidade de vida e fusão de corações. Oferece uma maravilhosa transmissão de vida, enriquece o tu. Se for recebido correctamente, fortalece o núcleo da própria personalidade de uma tal forma que normalmente seria impossivel tê-lo por outro caminho.
Maria exerce uma imcomparável atração de amor sobre os nossos corações; Ela é capaz de nos ganhar nas raízes mais fundas do nosso ser. O amor a Ela tira-nos do egocentrismo, deste estar constantemente centrado no nosso próprio eu, e , muitas vezes, inclusivamente, nas nossas próprias misérias; tira-nos do anonimato da massa, pois quem ama e se sabe amado possui a alegria de ser e reconcilia-se consigo mesmo ao saber-se aceite e valorizado pessoalmente.
Animados pelo amor a Maria será dificil que caiamos no formalismo. Diante de Maria somos e podemos dar-nos como crianças. Diante Dela não necessitamos de uma carta de apresentação, nem de estarmos vestidos com etiqueta. Ela sabe como somos e ama-nos, não primariamente pelo que fazemos, mas simplesmente porque somos seus filhos.
O amor a Maria leva-nos igualmente a sair do passivismo e da pusilanimidade. Quem está em aliança com Maria não pode desdizer com suas palavras, atitudes ou acções, a sua qualidade de filho: «Nobreza obriga». O amor a Ela impele-nos ao heroísmo. Quem selou uma aliança com Maria, sabe que conta com o seu poder e graça, e assim nunca desfalecará na luta; com audácia, atrever-se-á a empreender novas conquistas. Estará constantemente necessitado de uma realização mais plena do ideal e se sentirá impelido a mudar tudo aquilo que não leve o selo mariano, tanto em si mesmo como na sociedade.
A aliança com a Santissima Virgem dá tambem a harmonia entre natureza e graça.Com Maria venceremos o naturalismo, pois através Dela estamos sempre em constante contacto com o mundo sobrenatural.Vencemos também o perigo de menosprezar a própria actividade, pois ela mostra-nos que Deus pede a nossa cooperação até à última, que Ele não quer redimir-nos sem nós, sem o nosso pleno e a nossa decidida cooperação, tal como lhe pediu a Ela.